Lao Tze

 

Lao Tze – 老子 (cerca de 580-470 aC)

Conhecido por Lao Tze ou Lao Tzu, Lao Zi (老子) foi o fundador
do taoísmo.

Autor do Livro “Tao Te Ching”; ou “O livro do Caminho e da Virtude”, seu verdadeiro nome era Li Er. Lao Tze é um título honorífico que significa Lao(老) “venerável ancião” e Zi (子) “mestre”. Lao Tze é um dos filósofos mais venerados da História da Filosofia Chinesa.

Da mesma maneira que há lendas sobre Sócrates, Aristóteles e Platão, sobre Lao Tze existem inúmeras anedotas a respeito de seu nascimento, carreira e suas ideias filosóficas.

Uma dessas estórias populares diz que Lao Tze foi concebido quando sua mãe viu uma estrela cair em seu colo e ele permaneceu em seu útero por 80 anos. Quando nasceu, ele já era um homem adulto com barba grisalha e os lóbulos das orelhas compridos – o que na tradição chinesa são símbolos de boa sorte e longevidade.

Outra lenda diz que Lao Zi se aproximou da fronteira para seguir seu caminho até o ocidente e foi parado por Yinxi, um sentinela responsável pela fronteira. Como fiel seguidor da filosofia de Lao Tze, o oficial imediatamente reconheceu o grande mestre. Desejando que o sábio transmitisse sua filosofia e sabendo que Lao Tze não carregava nenhum documento consigo, o sentinela exigiu que o velho apresentasse uma autorização oficial do governo ou lhe ensinasse sua doutrina; caso contrário, não sairia do país. Lao Tze concordou em escrever um ensaio de 5.000 palavras sobre sua filosofia em troca de cruzar a fronteira. Esse ensaio é o livro mencionado acima “Daodejing” (道德經) ou “Tao Te Ching”.

Ainda hoje, estudiosos debatem sobre a autoria do livro; se foi realmente escrito por Lao Tze ou por seus alunos e discípulos. No entanto, todos concordam que o livro reflete os pensamentos de Lao Tze. No livro, encontramos o conceito de “Dao” (道) ou “Tao” e seus desdobramentos para explicar todas as mudanças no universo. O texto mais antigo do “Tao Te Ching” até hoje recuperado foi escrito em faixas de bambu e sua datação é do final do século IV aC.

Relatos históricos apontam que Lao Tze trabalhava como arquivista na corte real para a Dinastia Zhou (cerca 256 a.C.) quando renunciou ao cargo; na sequência, foi para o oeste no intuito de propagar suas ideias e filosofia.

A filosofia de Lao Tze apresenta muitas ideias dialéticas, tais como “Dao dá origem a um, um dá origem a dois, dois dá origem a três e três dá origem a todas as outras coisas“. Podemos encontrar também reflexões metafísicas, como num trecho do “Tao Te Ching”  que diz “As grandes formas parecem sem forma, a quadratura transcendente não tem cantos“.

Além de investigar a natureza das coisas, Lao Tze também tinha como objeto de estudo o comportamento humano. Certa vez, quando já era ancião, um homem pediu seu segredo sobre a longevidade. Lao Tze abriu a boca e perguntou: “Você consegue ver algum dente?” O homem respondeu “Não, nenhum“. Lao Tze perguntou: “Você consegue ver minha língua?” “Sim.“, o homem respondeu.  Então, Lao Tze concluiu: “Todos os dentes porque são duros já se foram, mas a língua que é suave permanece“.

Hoje, o pensamento de Lao Tze ainda tem grande influência na cultura chinesa. É comum, por exemplo, ver jovens estudantes reproduzindo seu famoso pensamento O Tao que pode ser contado não é o Tao universal, o nome que pode ser nomeado também não é“.

Referências bibliográficas
ZHANG, Ciyun. Ancient Chinese who left their marks on history. Shanghai: Shanghai Translation Publishing House, 2015.
GUO, Shangxing; SHENG, Xingqing. A history of Chinese Culture. Henan: Henan University Press, 2010.
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