Mo Zi 墨子 (468-376 BC)

Nascido no estado de Lu, atualmente Tengzhou, província de Shandong, Mo Zi foi um pensador, ativista político, educador e cientista durante o período inicial dos Reinos Combatentes (476-221 aC).

Estudou o confucionismo quando era jovem, abandonando esta filosofia por causa de sua excessiva ênfase em elaborados rituais de celebrações e funerais. Perto de completar 30 anos, ele inaugurou a escola do moismo no intuito de contrapor-se fortemente ao confucionismo e ao taoismo.

Mo Zi conseguiu atrair um grande número de seguidores com suas idéias de “amor imparcial” e “não-ataque”. Ele e seus seguidores também formularam as primeiras teorias políticas e éticas da China, onde defendiam a meritocracia e a preservação do bem público.

Seu primeiro trabalho foi como carpinteiro. Ele era conhecido por sua habilidade excepcional para inventar máquinas agrícolas e engenhos militares.

Ele até projetou uma águia de madeira que, segundo testemunhos antigos, poderia realmente voar. Estudiosos chineses acreditam que se  Mo Zi não tivesse seguido o caminho filosófico ele provavelmente seria lembrado como um grande inventor .

Mo Zi era sobretudo um pacifista, e para difundir seu pacifismo ele viajou quase todo o território chinês procurando dissuadir os governantes de seus planos de conquista e persuadi-los sobre seu conceito de “amor imparcial”.

Os ensinamentos de Mo Zi se tornaram muito importante e objeto de discussão entre os pensadores da época, mas, o moismo recebeu um golpe fatal durante a Dinastia Qin (221-206 aC) quando o governante da época adotou teorias legalistas e tentou eliminar todas as outras doutrinas com a campanha conhecida como “queimando livros e enterrando os estudiosos”. Mais tarde, o moismo caiu no esquecimento quando o confucionismo fora adotado como doutrina oficial na Dinastia Han (206 aC – 220 dC).

No entanto, mais de 2.000 anos após a morte de Mo Zi, estudiosos voltaram a estudar e seguir alguns dos seus princípios fundamentais. E nos dias de hoje, não raramente, encontramos algum pesquisador apontando a semelhança que existe entre os princípios moistas – de “amor universal”, da prática da vida simples e a expressa condenação da guerra – com os ensinamentos do pensamento cristão .

Referências bibliográficas

ZHANG, Ciyun. Ancient Chinese who left their marks on history. Shanghai: Shanghai Translation Publishing House, 2015.

GUO, Shangxing; SHENG, Xingqing. A history of Chinese Culture. Henan: Henan University Press, 2010.

HANSEN, Chad. A Daoist Theory of Chinese Thought: A Philosophical Interpretation. Oxford University Press, 1992.

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